segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Reflexões livrescas

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Uma das razões pelas quais eu gosto de intercalar entre livros de ficção e não ficção tem que ver com a muito menor propensão para a comparação entre livros.


Passo a explicar. Se intercalar entre ficção e não ficção o meu cérebro não sente tanto a necessidade de fazer comparação entre a qualidade do livro que li anteriormente e o que estou a ler.


Recentemente tive este problema porque terminei o livro “Luanda, Lisboa, Paraíso” e logo de seguida comecei o livro “Pessoas Normais”. O meu sentimento é que não apreciei devidamente o segundo livro porque o primeiro é de facto muito bom. É como se o cérebro estive numa escalada e de repente não sabe se o que vem a seguir é um ainda um plano inclinado ou se afinal está a descer. É como se não conseguisse apreciar devidamente o livro novo porque estou permanentemente no subconsciente a compará-lo com o anterior em vez se o apreciar por si só, mesmo que o tema seja (como é o caso) completamente diferente.


Ler intervaladamente entre géneros serve-me para limpar o cérebro e permite-me degustar melhor cada livro. Não quer dizer que o faça sempre, mas tenho para mim, cada vez mais, que é uma boa estratégia.

4 comentários:

  1. ...também não o faço mas , agora que reflete sobre isso, acho que faz todo o sentido.

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    1. Acho que é uma forma aproveitar melhor os livros.

      Boas leituras!

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  2. É verdade, precisamos de "limpar o cérebro" entre livros, para podermos "degustar" como deve de ser. Ou seja se não limpar-mos, é um malefício literário.
    https://livrosecoisasdavida.blogs.sapo.pt/maleficios-literarios-13574

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