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Às vezes, quando a vida vai complicada e a leitura se resume a poucas páginas deste e de outro livro que parecem não atar nem desatar é preciso aparecer um que seja mesmo bom para que atropele e vontade de ir para o telemóvel fazer festinhas ao ecrã com o polegar.
Foi o que me aconteceu com este livro. Tinha-o na prateleira há mais de um ano. Olhava para ele e ia-lhe dizendo “és o próximo” e ele lá foi aguardando a vez dele, paciente.
Uma mulher que foi aceitando o pouco que a vida dava porque achava que era o que merecia. Os filhos que esperam mais do mundo do que o mundo tem para dar. As amizades inesperadas que aparecem para nos levar para onde não iriamos por próprio pé.
Numa escrita divertida e escorreita, quase podia ser a história de uma vizinha lá da aldeia.

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