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Sinopse:
10 DE JUNHO DE 1974 — 10 DE JUNHO DE 2022: A pintura colectiva que assinalou o fim de 48 anos de ditadura e a pintura colectiva que celebrou 48 anos de democracia.
Foi a 10 de Junho de 2022 que nasceu no MAAT, em Lisboa, o projecto 48 artistas, 48 anos de liberdade, uma intervenção colectiva de reinterpretação do Painel do Mercado do Povo organizado pelo Movimento Democrático dos Artistas Plásticos a 10 de Junho de 1974. Destruído por um incêndio em 1981, e concretizado por 48 artistas, o painel original celebrava o fim de 48 anos de ditadura.
Em 2022, e com o mesmo número de criadores, comemoraram-se os 48 anos da democracia. A pintura mural colectiva com 24 metros de comprimento e três metros de altura ergueu-se com o contributo de artistas de diferentes idades, percursos e linguagens, alguns envolvidos na primeira obra, todos activos na cena artística portuguesa das últimas décadas. É também dos seus testemunhos que nasce este livro, onde se inclui ainda uma selecção de fotografias realizadas tanto em 2022 como em 1974 e ensaios de João Pinharanda e Filipa Lowndes Vicente.
João Pinharanda
«A ideia de fazer uma pintura coletiva no dia 10 de junho de 1974 partiu do Movimento Democrático dos Artistas Plásticos, nome de um grupo surgido logo a seguir ao 25 de Abril. A pintura foi uma de tantas ideias discutidas nas reuniões em que os artistas se juntaram para decidir como celebrar artisticamente a chegada da liberdade. Ser artista passou a ser agir, intervir, partilhar, sair à rua, participar, e fazê-lo em conjunto. No primeiro Dia de Portugal após o 25 de Abril juntaram-se 48 artistas para celebrar — com uma pintura coletiva — o fim dos 48 anos de ditadura.»
Filipa Lowndes Vicente

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