
Registada em 31/03/2021
Mais sobre o livro aqui
Chegou ao fim “Uma Terra Prometida” de Barack Obama, a leitura mais longa dos últimos anos, já que estava a decorrer desde o início de dezembro do ano passado.
Foi uma leitura que deixei propositadamente que se arrastasse, independentemente da sua dimensão (quase 800 páginas em letra pequena e com espaçamento reduzido), por prazer, para ir apreciando, aos poucos, enquanto fui intercalando com outras leituras.
O livro é tudo aquilo que esperava dele, mas mais do que aquilo que se poderia esperar das memórias de um presidente dos EUA. É simultaneamente é um livro presidencial, humano, franco, autocrítico, amargurado e, acredito, muito completo. O erro é aliás um dos pontos fortes deste livro, e o que faz dele também um livro diferente.
Obama assume no seu livro de memórias a mesma postura que muitas vezes assumiu na sua presidência, relatando as suas memórias sem nunca deixar de parte o homem e pai de família que é e a forma como conjugou essa realidade com o cargo de presidente dos EUA, errando, corrigindo, tentando fazer melhor.
O antigo presidente leva-nos desde os primórdios da sua carreira política até quase ao final do primeiro mandato. Apresenta-nos uma visão interna da gestão da crise financeira que começou nos EUA e que todo o seu mandato, e leva-nos pelos principais momento e decisões até à captura de Osama bin Laden. Apresenta-nos os bastidores, as discussões, tensões, indecisões e as querelas polícias entre Democratas e Republicados na Câmara dos Representantes e no Senado, muitas vezes a roçar o baixo nível e a constituir-se muito mais como um playground de interesses do que uma real instituição de apoio e promoção de políticas que promovam as melhorias das condições de vida dos seus cidadãos. O bloqueio permanente dos republicanos é o ponto negativo mais realçado ao longo do livro. E nem Trump é deixado de fora.
Não tenho dúvida alguma que este livro estará entre as minhas escolhas dos melhores livros que li este ano. É um livro sobre as memórias de um presidente, mas não só, é uma oportunidade para conhecer o outro lado da política e da realidade de um presidente cuja eleição será sempre lembrada como um marco histórico. É provável que o mundo estivesse noutra situação que tivéssemos por aí mais Obamas.
Mais rápida ou mais demorada, esta é uma leitura a não perder de forma alguma. E cá fico à espera do segundo volume!

Qual Obama? Aquele que foi o Presidente dos EUA que mais bombas fez rebentar em territórios alheios? Aquele que pôs em prática o maior e mais mortífero programa de ataques com "drones", onde milhares de pessoas (entre elas, muitas crianças em escolas) foram assassinadas?
ResponderEliminarInforme-se melhor antes de idolatrar montes de esterco.
Não é surpresa que o Sapo Blogs tenha feito destaque desta porcaria de texto ignorante e propagandista.
Juro que adoro quando mentes iluminadas, anónimas, claro, vem aqui proclamar a sua superioridade moral e intelectual... um grande bem haja a todos!
EliminarNada disso!!
EliminarO laureado com o Nobel da Paz Obama não foi o presidente americano que mais bombas lançou em territórios alheios!! Apenas teve que lidar com a herança criminosa de George W. Bush!
Não esquecer que foi Obama que conseguiu aproximações históricas com Cuba e Irão.
Infelizmente essas aproximações foram destruídas por Trump!
Na parte económica Obama teve que lidar com a catástrofe deixada por Bush. Reduziu drasticamente o desemprego, estabilizou a dívida pública e fez dos EUA referência mundial da recuperação económica após o desastre de 2008.
Esse ciclo de estabilidade económica só foi terminado, lá está, novamente por Trump que explodiu a dívida pública pra dar benesses fiscais aos bilionários e fez disparar o desemprego e recessão pela maneira como lidou com a pandemia!!
O que tu adoras é ser enrabado, pelo menos, mentalmente. Se o comentário estivesse assinado com o nome Gervásio Raposão, tu nem sequer sairias da toca, não é Coelho? No entanto, demonstrarias um enorme respeito pelo que nele está escrito, porque para gentinha néscia como tu, um comentário não vale pelo seu conteúdo, mas sim pelo nome que o assina, mesmo que seja um nome falso.
EliminarJá não estamos muito longe de ver idiotas como tu a defender que as pessoas deveriam ser obrigadas a apresentar a cópia do Cartão do Cidadão para poderem expressar livremente as suas opiniões.
Já agora, o presente do indicativo do verbo vir, na terceira pessoa do plural escreve-se "vêm".
Não sejas idiota.
EliminarPois é. É isso mesmo, bem apanhado. Estou desarmado e sem argumentos perante a inteligência suprema e eloquência demonstradas. Acho até que vou fechar o espaço depois de ter ficado clara a minha falta inteligência e capacidade para compreender o mundo, só ao alcance de alguns ilustres iluminados. Por favor continue por aí a iluminar o caminho.
EliminarIdiota?!
EliminarEsse comentário demonstra impar riqueza de conhecimentos e capacidade de argumentar....
certo, certinho, muito bem, venha o proximo (livro).
ResponderEliminarMas conhece algum livro de memorias tipo revolver apontado á cabeça do autor ?
Apesar da sua afirmaçao (mais obamas tivessemos por ai ) o mundo já era mundo e continua mundo, nao obstante obama.
Concordo com o anónimo. É real e informem-se, durante dois mandatos de Obama, o exercito americano não teve um dia de PAZ. Por conseguinte o galardão que Nobel lhe atribui por paz é mais um meio de propaganda. Determinadas instituições internacionais, estão a perder todo o seu prestigio por serem meios de propaganda do império. Não admito que uma ditadura woke venha determinar o que sou ou deixo de ser. Sou neutral, pensem nisto antes de porem as mãos por A ou B.
ResponderEliminarPara que a história não seja esquecida, não é com Obama foi com o seu anterior George Bush - 20 de agosto de 1998 - Sudán e os crimes de guerra de EEUU, esquecidos - bombardeamento com misseis a maior fábrica de medicamentos do Sudán, a fábrica tinha sido construída á um ano. Nunca se provou que a fábrica e os seus gerentes tivessem a ver com o ataque as embaixadas americanas. Esta história é real faz hoje anos, para que não seja esquecida.
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