sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

“Então... não me digas que já leste isso tudo?”

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“Estás numa biblioteca pública, ou quê?


“Onde é que arranjaste esse fundo? Se queres um fundo com livros há fotos bem mais giras na net”


“Esse fundo é para te dar um ar mais inteligente?”


“Essas prateleiras ficam muito feias com os livros desalinhados e encavalitados!”


“Acho que é o campeão das estantes da empresa!”


“Vais abrir alguma livraria?”


“Isso é só dinheiro empatado”!


“Para que é que queres tanto livro?”


e a minha favorita...


“Então... não me digas que já leste isso tudo?”


Podia referir mais algumas, mas estas foram as frases que mais se destacaram ao longo dos últimos quase três anos (sim, fui tomando nota), proveniente de algumas pessoas com quem interagi profissionalmente por videoconferência.


A imagem que podem ver acima é mais ou menos a imagem que veem as pessoas com quem tenho reuniões na maioria das vezes. Desde o início da pandemia quando as reuniões por Webex se tornaram o pão nosso de cada dia, que não esbati ou alterei o fundo. Foi sempre este quando estou a trabalhar no escritório.


Acho tremendamente curioso o facto de os livros despertarem poucas paixões em tanta gente, mas ao mesmo tempo conseguirem despertar comentários negativos e até pejorativos. Podia ser só indiferente, como se de um cortinado ou um quadro se tratasse, mas muitos livros são algo que parece causar urticária. Sim, porque escusado será dizer que quem fez os comentários acima há muito tempo que não abre qualquer livro.

1 comentário:

  1. Eu diria :mas que sortudo! Deixa-me passar uma tarde no teu escritório

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