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Na feira do livro passei por um livro do Chico Buarque (Essa gente) e pensei: um dia destes havia de ler um livro do Chico Buarque. Depois chegou cá a casa o Leite Derramado e eu, não sendo exatamente aquele cuja história me tinha seduzido, pensei: já que tenho cá este, vai este.
A escrita é muito boa. Uma delícia, tal como as músicas do Chico. No entanto a história não me prendeu. Senti que andava voltas, que a mesma coisa era contada mais do que uma vez. A personagem principal, o velho Lalinho, às portas da morte, certo da sua linhagem de bom nome, discorre acontecimentos de uma vida nobre e rica repleta de percalços que, aparentemente, justificam a sua condição menos abonada nesta reta final. Como ponto central de toda a sua história está Matilde, a mulher que sempre amou.
Perto do fim, nos últimos capítulos, quase me pareceu que apenas nessa altura comecei a gostar do livro.

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