quinta-feira, 16 de maio de 2019

Os inspetores da língua

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Antes de mais gostaria de referir duas coisas:


- pedir desculpa às pessoas que aqui vem à procura de alguma coisa sobre livros porque hoje estas linhas são apenas sobre um derivado e não sobre livros em concreto.


- que esta a primeira e última vez que vou escrever sobre este assunto.


Através de alguns espaços que acompanho já me tinha deparado várias vezes com comentários de um tipo de pessoa muito específico, o inspetor da língua.


Ora ontem, em resultado do fluxo trazido pelo destaque do Sapo para o post “Livro – nem para roubar serve”, canhou-me a mim pela primeira vez receber neste modesto espaço a visita de alguns desses inspetores. Devo dizer que já algum tempo que aguardava por algo do género.


Os/as Inspetores (as) deram conta de um erro de escrita que, entretanto, corrigi. Onde devia estar “há mais de 5 anos” estava “à mais de 5 anos”, e desde logo se insurgiram no sentido em que, para alguém que gosta tanto de livros, este erro seria quase de lesa-pátria.


De uma forma geral tenho a registar que adoro mentes iluminadas que circulam pela internet como polícias da língua, traduzindo as suas ações em atos que são um reflexo das suas vidas certamente preenchidas e cheias de interesse...


É o mesmo tipo de sábio que, ao assistir a uma dissertação brilhante sobre física quântica, tem apenas a comentar jocosamente que a camisa do orador tinha um padrão horrível... nunca tem nada de positivo para referir.


Em suma, gostaria de agradecer os comentários e a lição de português sem a qual, provavelmente, ficaria para todo o sempre na ignorância relativamente à utilização de à e há...


Uma nota final para referir que o erro em causa foi um lapso, mas poderia não ter sido, porque, pasme-se, o Leitor por vezes dá erros. Poderão ser lapsos de escrita porque se escreveu e não houve tempo para rever o texto, mas também podem acontecer erros de facto porque este Leitor, contrariamente aos inspetores desta vida, não atingiu o nirvana da perfeição.


E para quem depois possa vir dizer “eu só alertei para poder corrigi”, não, não é disso que estamos a falar. Se eu quiser alertar alguém (e por princípio não o faço porque não dou relevância) faço-o de forma a informar/alertar para a incorreção, ser possível de forma privada, e apenas com pessoas com quem tivesse algum grau de partilha, nunca num sentido de pseudo-superioridade como a que referi acima.


O meu muito obrigado a todos os que chegaram a esta linha e são amantes de livros e não inspetores da língua. Voltem sempre! Amanhã há mais... sobre livros!

3 comentários:

  1. Bom dia caro leitor. Gostava de ver um post seu sobre livros antigos, que tem a dizer sobre coleccionar esses livros.

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    1. Livros antigos. Tenho alguns, comprados ao longo dos anos em alfarrabistas. Posso considerar escrever sobre isso. Confesso que só não aprecio o termo colecionar. Considero que tenho uma pequena biblioteca mas não coleciono livros. Cumprimentos.

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    2. Colecionar e o termo prazer em ter livros antigos, sentir o cheiro cativante das paginas ja com uma cor vintage e poder usufruir de boas leituras, porque o conhecimento nao ocupa espaco.

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