quarta-feira, 15 de maio de 2019

Livro - nem para roubar serve

asdddd.jpg


 


Este fim de semana que passou tive um momento constrangedor com um livro num supermercado perto de mim.


Vindos da praia, passámos pelo Continente perto de casa para comprar algumas coisas para o jantar, sendo que eu fazia-me acompanhar pela mochila com carteiras, telefones e livros que levámos.


Juntei o precisávamos e dirigi-me às caixas rápidas para pagar enquanto o resto da família ficou a ver os brinquedos.


Paguei, e ao sair com as compras, o dispositivo de alarme apitou mesmo ao lado da senhora que faz a gestão das caixas rápidas. Parei para falar com a senhora, abri a mochila para mostrar que não tinha nada e de repente senti um arrepio na espinha. Dentro da mochila tinha o livro que estou a ler, ainda com a vinheta do preço do Continente porque foi lá comprado (não neste, mas noutro). Passo livro pelo detetor e este começa novamente a apitar com toda a gente que estava nas caixas a olhar para mim.


A senhora chamou o segurança para verificar a situação e eu, na minha calma possível, comecei logo a justificar: tinha comprado o livro há uma semana atrás noutro Continente, não tinha o talão, mas podiam verificar no meu cartão Continente.


O segurança muito tranquilamente pede à senhora para desmagnetizar o livro, e diz-me que se devem ter esquecido de o fazer quando o comprei.


Eu limito-me a afirmar que “Roubado não foi” e o senhor responde-me: “Não se preocupe, livros ninguém rouba”, ao que eu respondo “Como assim?’” e o segurança devolve “Estou aqui há mais de 5 anos e nunca vi ninguém tentar roubar um livro. É daquelas coisas que as pessoas não têm interesse”.


Obviamente não sei se esta realidade será semelhante em todo o lado, mas a sensação com que fiquei (depois do alívio) foi: veja-se bem o valor comercial do livro neste país que nem para ser transacionável como produto roubado serve... felizmente, é verdade, mas triste também!

17 comentários:

  1. Que história tão recambolesca, será possível que os amigos do alheio nunca tenham tentado levar um livro desse Continente? e dos outros? É mesmo estranho, porque já se viu tentarem levar de tudo. Falta de gosto dos ladrões!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quero acreditar que o senhor não tinha necessidade de contar se não fosse verdade. Não sei será assim em todo o lado, mas em bom rigor não me surpreende que não seja propriamente um objeto muito cobiçado.

      Eliminar
  2. Para quem, pelos vistos, se interessa tanto por livros, não compreendo o erro "à mais de 5 anos".

    ResponderEliminar
  3. Já para mim, se fosse ladra, não escapavam!
    O dinheirinho que eu poupava

    ResponderEliminar
  4. Ideias Desalinhadas15 de maio de 2019 às 02:36

    Realmente...
    Num Continente com larga área de leitura eu perco-me e quero comprar imensos. Tenho que me conter porque já não há espaço para livros lá em casa.
    Como é que não têm interesse? Claro que não estou a dizer que roubar é correto, mas não valorizar os livros é totalmente incorreto.
    Penso que está aí a justificação para tanta ignorância e parvoíce 😂
    As pessoas deviam ler mais... Aprende-se muito :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. As pessoas deviam roubar mais....lendo!

      Eliminar
    2. Ideias Desalinhadas15 de maio de 2019 às 03:30

      "Claro que não estou a dizer que roubar é correto, mas não valorizar os livros é totalmente incorreto." :)

      Eliminar
    3. "As pessoas deviam ler mais... Aprende-se muito :) "
      Subscrevo em absoluto.

      Eliminar
  5. Já eu, se soubesse que não seria apanhada, levava um montão deles para casa!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Entre roubá-los e deixá-los ir para a guilhotina, como fez o patrão da Leya há uns anos (uns milhares ou milhões, muitos deles bons livros, de valor histórico...), mais vale roubá-los. O pior é o pi-pi à saída...

      Eliminar
  6. O esquecerem-se de desmagnetizar é porque nas caixas normais, poucas tem o aparelho. Como é normal não voltar a entrar com livros em lojas, passa. Já me aconteceu nos CTT, ir levantar uma encomenda e ao sair à porta a máquina disparar. Passam a caixa, é o que estava lá dentro. Abro a caixa, era um livro, com 6 anos e tal de mercado, que apitava. Na contra capa estava um daqueles autocolantes que não foi desactivado, quando a pessoa comprou o livro. Com nunca deve ter tirado a capa de papel, nem notou que existia um autocolante daqueles. Nas roupas acontece o mesmo. Nem tirando todas as etiquetas, há marcadores que ficam dentro das próprias roupas... calças de ganga, de marca, é habitual dispararem em vários supermercados.

    ResponderEliminar

  7. Essa não é a realidade. O segurança por um lado agiu bem, por outro é incompetente. Agiu bem pelo principio de inocência relativamente a pessoa, por outro anda de tal maneira desatento que nem sequer sabe que existem redes de várias pessoas, que não só roubam livros, como adulteram a etiqueta para uma mais barata, e posteriormente ou lêem o livro, o que raramente acontece, como o colocam em portais a venda por metade do preço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pode não ser simplesmente a realidade daquele supermercado e ele não tem noção disso.

      Eliminar
  8. Só posso dizer que até, num certo sentido, isso é positivo. Ler, além de informar, sobretudo forma o caráter, induz valores, educa o sentido crítico. Quem lê tem que ser, necessariamente, uma pessoa informada e bem formada. Ora uma pessoa assim iria roubar?!
    Claro que quem rouba são os outros, ou aqueles heróis dramáticos de histórias de quem gosta tanto de ler e não tem como adquirir livros…
    Há sempre duas maneiras de ver a garrafa: meio cheia ou meio vazia… ;-)

    ResponderEliminar