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Há livros de que podemos ter gostado verdadeiramente e ainda assim lamentar lê-los lido. É o caso deste “Vidas Perfeitas” de Carla Quevedo.
Passo a explicar. Tivesse eu sido menos ignorante e distraído e poderia ter lido o conteúdo deste livro ao longo dos últimos anos na coluna que a autora assina no Expresso e em resultado disso provavelmente não teria apenas agora chegado a este conjunto de obituários tremendamente bem escritos.
O prefácio de Miguel Esteves Cardoso é contundente sobre a qualidade que vamos encontrar no livro, e, como sempre não falha. Para mim enquanto leitor não foi uma leitura de obituários, mas antes a oportunidade de ficar a conhecer, tardiamente é certo, quem forma efetivamente alguns nomes retratados e que eu inclusivamente desconhecia. Nunca me ocorreu que ler obituários poderia enriquecer significativamente o meu conhecimento, mas foi exatamente isso que aconteceu. Recomendo, naturalmente.
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