
Em matéria de livros, como em qualquer outra, cada um é livre de pensar e escrever o que entender, no entanto acho curiosa a forma como algumas pessoas (os clamados críticos de livros) sobre tema livros que, acredito, não entenderam verdadeiramente.
No caso em concreto refiro-me a uma crítica que li no Observador sobre o livro “21 lições para o século XXI” de Yuval Noah Harari.
Conforme tive oportunidade de escrever aqui não considero que o livro seja tão bom como “Homo Deus” no que diz respeito às ideias que reproduz mas é um livro com um conteúdo muito interessante, nem sempre fácil e naturalmente muito especulativo porque estamos a falar do futuro e o próprio autor faz questão de o afirmar.
Aquilo que acho extraordinário é ver alguém que aparentando estar sentado num pedestal faz uma crítica a um individuo que, gostemos ou não, é um pensador, alguém tremendamente inteligente que inclusive é ouvido por pessoas sem qualquer importância como Bill Gates por exemplo.
É obvio que podemos discordar do que o autor escreve, podemos ter ideia diferentes, mas quando estamos perante um livro sobre o futuro o dito crítico parece querer fazer valer a ideia de que o autor devia ter todas as respostas como se tivesse uma bola de cristal.
A crítica a este livro releva um mal que vai grassando na nossa sociedade: eu não tenho ideias sobre nada, não desenvolvo teorias sobre nada, não me dou au trabalho de ter ideias próprias, mas estou sempre disponível para destruir as dos outros. Tão fácil e tão cómodo.
Como alguém um dia escreveu: “Não devemos dar demasiada atenção ao que os críticos dizem. Nunca foi erguida uma estátua em honra de um crítico.”
Note-se que o que é referido são os críticos e não as criticas. São realidades bem diferentes.
Tava quase a compra esse livro mas vem uma tosse bobeira com febre e o livro se foi pra farmácia. Vida difícil esta vida do dinheiro contado. Agora arrumei um ficheiro com o livro e vô ler no celular. Não é tão bão mas é o que se tem. Aqui se continua a provar no diário que metade de nada é o mesmo nada mesmo que se contrarie as matemáticas. O que eu mais gostei de ler recente e te recomendo é o Almas Mortas do Gogol. Livro bem divertido e muito do atual. Agora que nos somos os que faz o que as máquinas num se dão ao luxo de fazer somos ao mesmo tempo contados para as conta dos vivos das estatísticas mesmo depois de mortos. Quantos votantes você tem no caderno? Os vivo e os morto. Porque você vira no populismo porque é besta.. povao é besta quando decide! tudo junto faz a decisão com o que tem na frente dos olhos e num tem alcance de futuro. Estamos ficando com um mundo mais burro qué disso que o político gosta né. Sem vê o futuro e mais burro! olha... Maneira... Vamos todos de manada. Marrando narrando sem levantar os olhos pra vê onde está a porteira e só dando volta no bardo sem encontrar a saída. Estamos preso no labirinto do minotauro.
ResponderEliminarNão posso deixar de lhe dar razão. Os políticos gostam e aproveitam-se disso. "Somos todos manada". É verdade, mas gosto de acreditar que os livros ainda nos ajudar a ficar de fora de manada para muitas coisas.. Obrigado pela sugestão de leitura.
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